Notícias

ENCONSEG discute o papel do Corretor no cenário de automação

evento - 12/05/2026

O segundo painel do ENCONSEG – Encontro de Corretores de Seguros do Estado do Rio de Janeiro, promovido pelo Sincor-RJ nesta 2ª feira (11), discutiu o tema “Desenvolvimento do Corretor de Seguros no Cenário da Automação”. O debate contou com a participação do fundador do CQCS, Gustavo Doria Filho, que enfatizou a relevância da IA nas profundas mudanças que já vêm atingindo o mercado de seguros e que continuarão a ocorrer nos próximos anos. “A IA muda quase tudo. Nas buscas, com a ajuda de agentes autônomos, na interação com o cliente, na solução dos problemas, na comunicação. Tudo flui melhor”, pontuou.

Ele ressaltou, contudo, que há também alguns aspectos que a IA não consegue nem conseguirá mudar no futuro. “A IA não muda a valorização do contato humano, nem a importância do papel exercido pelos Corretores de Seguros”, assegurou.

Gustavo Doria Filho lembrou que já há seguradoras que resolvem sinistros em questões de segundos e que robôs “humanizados” aumentam consideravelmente a velocidade dos processos. “Há, agora, mais facilidade na solução de eventuais problemas e o segurado é melhor atendido. Mas, o Corretor ainda é o amigo certo para as horas incertas. E isso não mudará”, sublinhou o fundador do CQCS.

Por sua vez, o presidente do Sincor-SP, Boris Ber, fez uma reflexão sobre o rápido avanço das mudanças que atingem o mercado, sobretudo, no âmbito tecnológico. “Tudo assusta. Mas, estamos sobrevivendo. Por vezes, parece que tudo está escuro, mas a lanterna está em nossas mãos. Não devemos ter medo de aprender. Meu filho é apaixonado pela IA e eu estou sendo obrigado a entender disso”, frisou.

Boris Ber destacou que o Corretor de Seguros precisa reforçar sua presença junto aos clientes oferecendo múltiplos produtos e soluções. E alertou que é preciso entender os impactos das mudanças regulatórias. “A nova lei do seguro obriga o Corretor a fornecer todas as informações ao segurado. Explicar cada proposta. Entendo que a IA pode ajudar bastante”, recomendou.

Já o vice-presidente Comercial e de Marketing da Porto Seguro, Luiz Arruda, ressaltou que, independente de mudanças provocadas pela tecnologia, o Corretor de Seguros continua sendo extremamente relevante. “São vocês que mais entendem de risco e dos medos da sociedade, que reconhece essa relevância da categoria. Nesse cenário, é preciso oferecer ao cliente não um produto, mas a proteção e o cuidado das famílias”, afirmou, acrescentando que, nesse contexto, é importante que o Corretor seja “inovador” todos os dias.

O CEO da MDS Brasil, Ariel Couto, também destacou o papel da figura humana no processo de desenvolvimento do mercado. “A robotização ajuda, mas não resolve no atendimento ao cliente. Mas, a IA, de fato, torna a gente menos dependente e traz mais eficácia e menos em processos como a cotação, embora não substitua o humano”, frisou.

Segundo ele, todos os Corretores de Seguros “irão adotar a IA em algum momento nos próximos anos”.

O painel foi mediado pelo CEO do grupo Assure de Seguros, Henrique Brandão Junior – recentemente eleito vice-presidente da Fenacor – para quem a IA jamais irá substituir a confiança que a sociedade deposita no Corretor de Seguros. “A gente continua e continuará sendo muito importante. Mas, o Corretor não pode deixar de buscar o aprimoramento aproveitando as oportunidades oferecidas pela ENS, por exemplo”, salientou.

Fonte: CQCS