terça-feira, 7 de setembro de 2010
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Notícia

Estudo aponta VGBL como carro-chefe do mercado nacional
(10/3/2010)

Pesquisa

“O Mercado de Seguros na América Latina 2008-2009”, estudo produzido em sua oitava edição pela Fundación Mapfre, comprova o bom desempenho do mercado segurador brasileiro no contexto latinoamericano.

Lançado nesta segunda-feira, em em São Paulo, o relatório traz aprofundado diagnóstico sobre a economia e o mercado de seguros nos países da América Latina, entre 2008 e primeiro semestre de 2009.

De acordo com Mercedes Sanz, diretora geral do Instituto de Ciências do Seguro da Fundación Mapfre, “o mercado brasileiro é o único da região que manteve, ao longo dos últimos anos, um crescimento estável e contínuo no volume de prêmios, com expansão quase sempre superior aos 10%”.

O estudo revela ainda que, ao se considerar o consumo de seguros por pessoa, o Chile lidera na América do Sul (270 euros), seguido da Venezuela (254 euros), com o Brasil em terceiro lugar (186 euros).

A situação é parecida no ranking da penetração dos seguros na economia: o Chile em primeiro (3,9%), seguidos de Brasil e Venezuela (ambos com 3,3%).


Com a taxa do PIB crescendo 5,1% em relação a 2007, apesar da retração econômica verificada no último trimestre, em virtude da crise financeira internacional, o país arrecadou mais de 68 bilhões de reais em prêmios em 2008 - o que significou um crescimento real de 9,5%.

O destaque ficou por conta do VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), “que continua sendo um dos motores do mercado”, diz o estudo, “muito embora em2008 tenha ocorrido desaceleração de seu crescimento, que foi de 16,5%, em comparação aos 31,8% do ano anterior”. Vale lembrar também que o seguro de vida individual encolheu 7% no mesmo ano.

O cenário econômico estável também impactou positivamente nos seguros “Não Vida”.Nesse segmento, que exclui os ramos de saúde, capitalização e previdência privada, o seguro de automóveis ganhou relevância em 2008, “em virtude do forte aumento nas vendas de veículos”, alem dos seguros de garantia estendida, “vinculados à venda de aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos”.

Dessa forma, os prêmios de “Não Vida” totalizaram 34 bilhões de reais, que representaram expansão de 16,7%, contra 9,9% de 2007.

Agora considerando as receitas de todos os segmentos (seguros, saúde, previdência privada aberta e capitalização), o mercado nacional privado de seguros atingiu a marca de 96,3 bilhões de reais, ou seja, “aumento de 14,3%, muito similar ao ano anterior”.

O estudo comenta ainda o intenso movimento de aquisições e fusões no mercado brasileiro, que reconfigurou o ranking nacional de seguros, sobretudo a partir da união dos bancos Itaú e Unibanco, em novembro de 2008.

Excluindo-se o segmento de saúde, a Mapfre passou a ocupar a quinto lugar, atrás de Bradesco, Itaú Unibanco, Porto Seguro e Banco do Brasil.

Outro aspecto importante diz respeito ao resultado líquido das empresas de seguros, que “subiu 8,8 trilhões de reais, 3,3% menor que no ano anterior”. Já os resultados sobre prêmios foram de 25,2%, “o que pressupõe uma queda de quatro pontos em relação a 2007”.

A redução do resultado foi motivada, como em 2007, por menores receitas financeiras. “No entanto, o resultado técnico voltou a melhorar, obtendo-se uma taxa combinada de 97%, um ponto inferior à de 2007, com queda tanto nas despesas, quanto na sinistralidade”.

Ao final do primeiro semestre de 2009, o Brasil já tinha passado pelo pico de turbulência econômica que freou a economia no último trimestre de 2008 - embora o estudo da Fundación Mapfre ressalte que a América Latina foi uma das regiões menos afetadas, em comparação com a maioria dos mercados desenvolvidos.

Essa baixa vulnerabilidade foi possível graças a mecanismos de proteção e regulação, combinados com políticas econômicas ortodoxas. Mesmo assim, o ano de 2009 seguiu como período de recuperação para todos os países latinoamericanos.

No Brasil, de janeiro a julho, os prêmios acumulados foram de 35,4 bilhões de reais, “representando aumento de 8% com relação ao mesmo período de 2008”. Ou seja, uma taxa ainda abaixo da média dos últimos anos, que esteve sempre acima dos 10%.

O setor de Vida (VGBL, grupo e individual) obteve receitas aproximadas de R$ 18 bilhões, o que representa 12,6% de crescimento.

Já no setor de “Não Vida”, o seguro de automóveis arrecadou R$ 9,6 bilhões, que proporcionaram um “decréscimo de 4,9% em relação ao primeiro semestre de 2008”.

Considerando que o item “Outros Ramos” do setor “Não Vida” obteve prêmios de “somente” R$ 4,6 bilhões – e isso respondeu por um notável crescimento de 22% - o estudo da Fundación Mapfre confirma o quanto o mercado de seguros brasileiro é dependente do ramo de veículos.

E, implicitamente, sugere que, para que os seguros consigam ganhar em resultados e obter maior penetração na economia, é preciso diversificar e inovar, conquistando e convencendo os consumidores acerca da importância de adquirir produtos de seguros numa perspectiva mais ampla e diversificada.

Fonte: Mapfre



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