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Presidente da Delphos vê futuro com otimismo

Empresas - 23/07/2026

As perspectivas são positivas para as empresas que conseguirem unir especialização, escala e tecnologia aplicada ao negócio. A afirmação é do presidente da Delphos, Nelio Brochado Alvarez, segundo o qual o mercado de seguros já não busca apenas execução operacional, mas, principalmente, garantir maior velocidade, rastreabilidade, inteligência de dados e capacidade de resposta. “A tecnologia passou a fazer parte do próprio serviço. Isso vale para vistorias, sinistros, gestão documental, automação de processos e geração de informação para tomada de decisão. Quem conseguir integrar essas frentes com consistência tende a ocupar um espaço cada vez mais relevante”, projeta o executivo.

Ele acrescenta que a Delphos está bem posicionada para esse cenário, exatamente porque vem combinando experiência operacional com desenvolvimento tecnológico próprio. “O desafio, e também a oportunidade, é transformar essa combinação em soluções cada vez mais claras e mais valiosas para os clientes”, salienta Alvarez.
Nesse contexto, a empresa já tem iniciativas importantes em andamento, sempre com foco em coerência estratégica e disciplina de execução.
Uma delas é a consolidação dos ativos tecnológicos, que a Delphos já desenvolveu ao longo do tempo. “Estamos falando de plataformas voltadas à vistoria remota, à gestão de seguros, à gestão de sinistros e à inteligência de dados. O movimento agora é integrar melhor essas capacidades e conectá-las de forma mais direta às demandas operacionais dos clientes”, explica.

Além disso, a Delphos também está avaliando novas possibilidades de expansão em áreas adjacentes a sua atuação tradicional, sempre a partir de competências que a empresa já domina. O critério é simples: crescer com consistência, sem perder foco e sem abrir mão da qualidade da entrega.

Alvarez revela ainda que a Delphos “vive um momento de renovação”, perto de completar seis décadas de atuação, sendo reconhecida por sua capacidade técnica, presença operacional e pelo relacionamento construído ao longo do tempo com clientes importantes. “Neste início de gestão, meu foco está em três frentes: eficiência, integração e execução. Estamos revisando processos, simplificando rotinas e conectando melhor operação, tecnologia e informação gerencial para ganhar produtividade e entregar mais valor ao cliente”, explica o presidente da companhia, que assumiu o posto no final de abril.

Segundo ele, a prioridade é tornar a Delphos mais ágil, integrada e orientada a resultados. Assim, o objetivo principal é fortalecer a base da companhia para os próximos ciclos de crescimento, preservando aquilo que sempre a diferenciou: conhecimento técnico e capacidade de entrega.

Por sua experiência no mercado, Alvarez vê um potencial muito forte na combinação entre serviços especializados para o mercado segurador e soluções de inteligência operacional apoiadas por tecnologia. Isso inclui atividades como BPO, regulação de sinistros, vistorias, inspeções, avaliações e outras frentes em que o cliente não procura apenas execução, mas também controle, visibilidade e qualidade da informação. “Em ambientes mais complexos e regulados, cresce o valor de parceiros que consigam entregar técnica, escala e governança”, frisa.

Ele também projeta um bom potencial para avanços em tudo o que se relaciona à gestão de riscos patrimoniais. Esse é, inclusive, um tema que ganhou centralidade em diversos setores, e a Delphos reúne experiência, capilaridade e conhecimento para avançar de forma consistente nessa direção.

Como não poderia deixar de ser, a IA faz parte da rotina diária da Delphos, seja apoiando a automatização de tarefas repetitivas, a qualificação de textos e relatórios ou a exploração de dados operacionais, com ganhos de produtividade e qualidade da informação interna. “Estamos ativamente inseridos nesse movimento do mercado segurador, discutindo com clientes e parceiros como a IA pode qualificar processos de triagem, organização documental e geração de insights, sempre em linha com o Marco Legal dos Seguros, as normas da Susep e a LGPD”, sublinha o presidente da Delphos.

Para ele, esse avanço exige supervisão humana em etapas sensíveis, como a análise de sinistros, e rastreabilidade nas decisões apoiadas por IA. Contudo, Alvarez considera esse movimento irreversível no setor, desde que conduzido com responsabilidade regulatória.

A Delphos quer estar na linha de frente dessa construção. “Para nós, o valor da IA não está na tecnologia em si, mas no problema que ela resolve. Cada iniciativa precisa gerar ganho real de eficiência, controle, qualidade ou experiência do cliente, além de respeitar as regras do setor. Quando tratada dessa forma, ela deixa de ser novidade tecnológica e passa a ser parte consistente da forma como operamos e entregamos valor ao mercado”, conclui.

Fonte: Seguros.inf.br