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Compliance apoia redução de pagamento de sinistros suspeitos

administração

05/07/2018

A adoção de política de compliance é um dos mecanismos importantes para redução significativa do pagamento de sinistros suspeitos no mercado de segurados, afirma a coordenadora da área criminal do Franco Advogados, Chiavelli Falavigno. Em apresentação para cinco dezenas de executivos e consultores do setor em evento na Academia Nacional de Seguros e Previdência, ela analisou dados da CNSeg nos quais os sinistros suspeitos representam mais de 10% do total de R$ 28 bilhões pagos no ano pelas seguradoras. De acordo com informações prestadas pelas próprias empresas, apenas cerca de R$ 500 milhões foram barrados após criteriosa análise dos sinistros suspeitos.

Embora o percentual seja visto como positivo pelo mercado, Falavigno diz haver pontos importantes da pesquisa que comprovam a falta de gerenciamento adequado de dados pelas seguradoras, pois 40% das empresas não apresentaram informação consistentes para a pesquisa setorial realizada pela confederação.

O pagamento de seguros fraudulentos gera perdas financeiras, diz a especialista, e pode minar a confiança de todos no setor. O pior efeito é sobre os bons clientes, que poderão ser prejudicados no futuro, pois algumas empresas poderão enfrentar problemas em razão de pagamentos indevidos.

Embora os estragos possam atingir grandes proporções a ponto de colocar em risco a saúde financeira das seguradoras, Chiavelli chama a atenção para o fato de muitos casos suspeitos não serem devidamente investigados. Isso decorre, dentre outros fatores, também da falta de comunicação à autoridade policial e ao ministério público destes casos. Para ela, esta prática deve ser revista por existirem instrumentos legais para denúncia, investigação e punição desses crimes.

A sócia do Franco Advogados entende que a política de compliance, o gerenciamento de dados, auditorias internas e a comunicação de fraudes a autoridades públicas são indispensáveis para contribuir com o avanço da cultura ética dentro do ambiente corporativo. “Precisamos mudar a forma de pensar e como agimos em relação à legislação para criar um novo ambiente, não apenas no segmento, mas na política e demais setores da nossa sociedade“.

Fonte: Assessoria de Imprensa




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