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Coparticipação cresceu 20%, mas pode cair com nova regra

saúde

05/07/2018

A coluna Mercado Aberto, da Folha de S.Paulo, destaca que o valor que os beneficiados de planos de saúde desembolsaram por procedimentos médicos a título de coparticipação ou franquia aumentaram nos dois últimos anos.

A soma foi de R$ 5 bilhões no último trimestre de 2017, segundo a ANS. Nos anos de 2016 e 2017, a alta foi de cerca de 20%, sem levar em conta a inflação. A tendência pode ser invertida com a publicação, no fim do mês passado, de normas da agência que colocam limites à coparticipação.

A regra anterior era mais genérica: o plano não poderia cobrar do beneficiado um valor pelo procedimento que fosse um fator restritivo ao uso da apólice de seguro. Com as novas normas da ANS, as seguradoras poderão cobrar, no máximo, 40% do custo do procedimento médico. Há outro limite: a conta do cliente não pode ser maior que o valor mensal do prêmio.

“As operadoras têm dúvidas sobre como operacionalizar, são muitos fatores de limites colocados”, afirma Marcos Novais, economista da Abramge (associação dos planos). O setor está preocupado com aspectos técnicos, mas considera que agora há a possibilidade de criar diferentes tipos de contratos, o que é um avanço, segundo Novais.

As novas regras não vão aumentar a receita das operadoras, mas podem reduzir os custos, diz Orestes Pullin, presidente da Unimed Brasil.

“A coparticipação estimula o uso racional dos serviços, e a regulamentação publicada tornou as regras mais claras para as empresas. Isso pode baratear as mensalidades e aumentar a clientela.”

Há também um esforço maior para conter os gastos desnecessários ou abusivos, diz Ariovaldo Câmara, presidente do Postal Saúde, que administra planos de funcionários dos Correios.

“Em alguns parceiros a consulta custa R$ 80, mas, no final, o atendimento sai por R$ 800. Temos priorizado outros que fazem o mesmo por R$ 400, por exemplo, além de auditorias. Com isso, nosso custo subiu só 1,7% em 2017.”

“A solução que buscamos é evitar um uso desnecessário do plano. Investimos R$ 78 milhões por ano em programas de prevenção”, diz Luciana Rodriguez, diretora da Geap, dos servidores federais.

As mudanças na coparticipação, por outro lado, deverão ter um efeito negativo nas despesas das operadoras de autogestão, segundo a Unidas (do setor). A mudança veda a cobrança em alguns procedimentos custosos.

Fonte: Folha de São Paulo, via SindSeg-SP




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