Mercado
Delphos tem ampla oferta de soluções
Tecnologia - 23/10/2026
Perto de completar seis meses no cargo, o presidente da Delphos, Nélio Brochado Alvarez, não esconde o entusiasmo com os benefícios que a tecnologia pode oferecer especificamente ao mercado de seguros. Na visão dele, a IA, por exemplo, pode ser muito útil para relacionar documentos, reconhecer padrões e até apontar divergências na subscrição e nos sinistros. “O seu valor está em ampliar a base de análise, sem confundir indicações do modelo com conclusões técnicas. Isso exige proteção dos dados, critérios de revisão especializada e avaliação do resultado completo, incluindo erros e correções. Ganhos isolados podem esconder trabalho e risco transferidos à etapa seguinte”, afirma o executivo.
Ele acredita que são muitas as aplicações de tecnologia com grande potencial para melhorar a eficiência operacional no mercado de seguros e cita, como exemplo disso, a integração entre processos, uma vez que eventuais alterações nas apólices podem repercutir no faturamento, comissões, resseguro e sinistros.
Nesse contexto, ele lembra que o SegDelphos pode conectar funções técnicas, financeiras e contábeis para que essas repercussões não dependam de novos registros e conferências em cada área. “Nossa experiência em serviços orienta onde automatizar, enfrentando a origem do retrabalho, em vez de criar controles para compensá-lo”, frisa.
Ele acrescenta que o SegDelphos pode integrar a gestão de apólices, prêmios, comissões, sinistros, cosseguro e resseguro aos seus reflexos financeiros e contábeis.
Já o SinDelphos apoia a regulação de sinistros, enquanto o ÁpiDelphos, usado na subscrição do risco, pode associar a coleta de informações às necessidades da análise técnica, ajudando a reduzir lacunas que obrigam a interromper e retomar a avaliação. “A experiência na execução dos serviços orienta a aplicação dessas ferramentas para reduzir controles paralelos e preservar a continuidade das informações entre as etapas”, pontua o presidente da Delphos.
Outro ponto relevante destacado pelo presidente da Delphos refere-se a como a organização e a qualidade dos dados podem apoiar a avaliação de riscos e as decisões das seguradoras.
Nesse aspecto, a Delphos pode contribuir com soluções que combinam informações estruturadas em seus sistemas com experiência técnica para apoiar essa leitura e identificar lacunas relevantes. “O valor dos dados está em permitir distinguir o que caracteriza a exposição, o que interfere na aceitação e o que exige aprofundamento. A organização dos dados também preserva os fundamentos da análise para consulta e revisão, sem substituir as políticas de aceitação e precificação da seguradora”, ressalta.
Nélio Alvarez salienta ainda que a automação é adequada quando há regras claras e limites definidos. Isso porque coletas padronizadas, conferências, cálculos parametrizados e encaminhamentos podem ser automatizados, mas divergências e particularidades exigem também um julgamento técnico. “O especialista também precisa definir as regras e os casos que devem sair do fluxo automático. Na Delphos, essa combinação busca concentrar a atuação profissional nas decisões, sem reproduzir critérios inadequados em escala”, revela o executivo.
A Delphos também contribui para melhorar a rastreabilidade dos processos de sinistros e apoiar a identificação de inconsistências e indícios de fraude.
Para tanto, oferece ao mercado o SinDelphos, solução que centraliza documentos e interações, permitindo reconstruir a regulação e confrontar informações em seu contexto. “A análise especializada ajuda a distinguir erros, lacunas e divergências que justificam investigação. Na apuração de indícios de fraude, essa combinação permite delimitar os pontos de atenção e organizar os elementos que fundamentam os questionamentos e as conclusões”, afirma o presidente da Delphos.
O SinDelphos reúne documentos, comunicações e acompanhamento no histórico de cada sinistro. As equipes esclarecem solicitações, examinam informações e encaminham questões técnicas.
Essa combinação permite acompanhar não apenas a etapa do processo, mas o que falta para avançar. A seguradora ganha visibilidade sobre a regulação, enquanto parceiros e usuários compreendem melhor suas responsabilidades, reduzindo pedidos repetidos e contatos para reconstruir o andamento.
Ele lista ainda algumas das mudanças trazidas pela tecnologia e aponta como esse avanço está repercutindo na rotina das seguradoras, dos corretores e dos demais profissionais envolvidos.
Segundo ele, no seguro habitacional, a troca digital de informações e o acompanhamento dos sinistros ajudam a tratar volume sem desconsiderar as particularidades dos casos.
Já nos seguros de pessoas, a coleta estruturada orienta as informações às necessidades da subscrição. As seguradoras ampliam o controle; os técnicos concentram atenção nas exceções; e corretores e parceiros integrados ao processo orientam melhor o cliente. “O avanço está em ganhar escala sem tornar a avaliação indiferenciada”, conclui.
Fonte: seguros.inf.br

